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Meu remedio pra felicidade

FOTO VIA: LEVI SHIACH

A noite estava fria, mas eu ainda podia sentir seu calor. Parecia que você continuava aqui do meu lado, parecia que eu ainda podia ouvir aquela sua respiração pesada, que pesava todas as noites meu coração. Eu podia jurar que você ainda estava do meu lado, só esperando para a próxima lagrima cair e o mais novo desespero aparecer por entre meus olhos. Quem foi que te contou que eu precisava de um calmante? E quem foi que disse que remédio tem prazo de validade? Eu sei que eu deveria exigir uma quantia certa de você, mas ninguém me avisou que certos medicamentos nos deixam dependentes.
Ninguém me avisou que se a validade vencesse, eu teria que comprar outro. Eu não queria outro.
Era tão difícil ver que eu queria você? Se você fosse, para aonde iriam minhas lembranças? Eu não queria ficar sozinha com elas, foi por isso depositei todas em você. Tinha esperanças que se eu fizesse isso, você poderia não querer ir. Quando você chegou assim de repente, querendo meu bem, juro que imaginei você como minha cura, meu remédio. Isso não era pra ser obvio? Quero dizer, quando as coisas vem com a intenção de nos fazer bem, elas não teriam que nos deixar bem? Seu rotulo estava claro, eu li isso bem no seu coração. Então por que você foi? Por que me deixou tão mal? Você sabia que eu precisava de cuidados, você disse que estaria aqui para cuidar de mim.
Eu não vou dizer que você se tornou uma droga, eu não sou viciada nesse tipo de coisa e sei que por mais mal que você tenha me causado, ainda sim queria o meu bem.
Você ainda estava lá quando eu gritava e tossia rancores desamparados, você ainda estava lá quando eu fielmente, te entreguei a pior recepção de todas. Eu fui grossa, rude e mesquinha. Eu não estava interessada em sua bondade, eu só me preocupava com o meu mal. Só o que me importava eram as noites que eu não conseguia dormir por medo de acordar. Eu não queria ouvir aqueles gritos novamente, não queria prestar ajuda a mim mesma, porque sabia que não existia ajuda pra mim. Eu era a pior pessoa do mundo e mesmo assim, você estava disposto a se colocar no meio dele. Entende? No meio daquele meu mundo indisposto.
Esse mundo que hoje já nem sei por que ouvia tantos gritos.
Você além de me despejar cura, me despejou amor. Porem, quando te amei de volta, você saiu. Nunca mais fui acordada no meio dos meus pesadelos, porque eu já não tinha mais pesadelos. Nunca mais de vi passar a mão nos meus ferimentos, porque eu já não tinha mais feridas. Nunca mais senti seu abraço, porque agora eu já não precisava mais da sua calma. Você nunca mais me disse a hora certa para tomar meus remédios, porque me dei conta que o único remédio que eu tive foi você.
E foi ai que você fugiu... Pois eu já estava curada e você tinha que dar espaço para a minha felicidade. Você foi minha cura, mas a felicidade já estava a espera de outra pessoa.
Demorei um bom tempo para entender isso, mas não me leve a mal. Eu só não achava justo a felicidade vir tão fácil depois de todo o trabalho que você teve. 



Propaga-me seu amor

foto via: we heart it
Sabe aqueles amores de televisão? A lá Hollywood. De historias? De series? De propagandas? Aqueles amores superficiais ou surreais que no final de cada musica - irresistivelmente programada - deixa um vazio. Transformando toda nossa atenção em uma única pergunta: Por que isso nunca vai acontecer comigo? Bingo! Isso mesmo, você acabou de errar.

De fato você só errou com esse finito - ou infinito - pensamento “Nunca” é intenso demais e tudo intenso demais transborda. O nunca pode virar talvez e o talvez pode virar certeza. Cuidado com o que você pensa - ou deseja. Se você continuar pensando que isso nunca vai lhe acontecer você jamais vai ter forças para fazer acontecer. Mas como assim? Assim. Desse jeito, simples assim. Puf! O amor apareceu. Já pararam pra prestar atenção nos comercias e/ou filmes românticos? É inexplicável como ele chega, mas é sempre duradouro. O aluno revoltado olha para aluna nova e inexplicavelmente se apaixona, e de alguma forma - talvez pela magia do universo, sei lá - a paixão que o aluno sentiu virou amor e o amor se eternizou.

Não estou dizendo que o cara do outro lado da rua será seu próximo noivo, só estou dizendo para você prestar atenção no cara do outro lado da rua. Não, você não vai ficar que nem uma louca olhando para todos os caras que você encontrar, esperando que eles entreguem uma rosa com juras de amor, mas se alguém chegar em você com palavras doces e atitudes gentis, preste atenção. Só isso. É assim que acontece nos filmes, você só estava paralisada com a musicalidade do momento se perguntando qual seria aquela canção. Quando a música acabou tudo estava perfeito demais para sua compreensão.

Propaga-me seu amor e faça alguma loucura se algo der errado. Pule dentro de um rio se ele estiver saindo de barco, pegue um avião para a cidade que ele se mudou, se declare enquanto ele estiver no trabalho, cale ele(a) com um beijo depois de uma loucura, mas faça. Não deixe a-vida-te-levar e pense que “Oque tiver de ser será”, pode ter sido e você ter deixado escapar.
Afinal, todo amor eterno teve um pouco de loucura, até nos finais felizes.


Confesso que nunca te confessei


Eu sei muito bem o que você anda falando, sei que diz que eu nunca lhe digo nada, por isso mesmo quero que fique atento a essas palavras: Se é questão de confessar, quero que saiba que eu nunca lhe forcei a nada, mas também quero que entenda que meu coração já foi forçado a te entender.
Se for pra confessar, quero que converse comigo nessas palavras, pois nelas estão os versos que nunca lhe confessei.
Pois meu amor, se tu diz que eu nunca lhe confessei,  quero que saiba que eu não vivo sem café e sonho no dia que você dirá que não vive sem mim. Se é questão de confessar, nunca mais te vi dormir e se for pra me culpar, quero que saiba que meu motivo é maior que o seu sono.  Quero que entenda que não consigo dormir sem antes ler uma boa historia e se deixo meus olhos longe de ti está noite, é pelo mesmo motivo de me ater te ver dormido: Antes eu te lia, agora simplesmente leio. Sei também que você odeia bocejos, eles são altos demais e iriam te acordar, por isso agora fujo dos seus suspiros a meia noite.
Quero confessar que nunca entendi como você gostou de mim. Eu sou tão gritante e me disseram que você sempre preferiu a calma, sempre saiu com vários suspiros e com várias levezas.  É besteira dizer que eu era apaixonada por você, porém, mais besteira ainda era te ver concordando com meu amor. Não queria acreditar que você estava apaixonado por um barulho. Gostava de gritar eu te amo e você sempre proferiu palavras sussurradas ao amor. Você me viu com calma e eu te amei aos pulos.
Gosto do desajustado só para me manter ajustada e entro em desespero quando não consigo as coisas, eu choro e escrevo. E sorrio e escrevo. E canto e escrevo. E me iludo e escrevo. E amo e escrevo. E permaneço, porém ainda escrevo. Comecei a gritar palavras e usar folhas como alto falantes.
Tento me ajustar as palavras como uma mãe se ajusta com seu primeiro filho, tento criar opiniões e acabo gerando certezas equivocadas. Vivo tentando ser alguém, sem ao menos ser e acabo querendo alguém que me faça ser.
Se é questão de confessar, sempre preferi contar historias fictícias na minha cabeça e transformá-las em realidade em meus sonhos. O vilão sempre me beija nele. Prefiro escrever sobre os outros e inventar sobre mim, pensava que assim eles nunca descobririam a verdadeira “Eu”. Somente a escritora, nunca a mulher. Sempre gostei do termo escritora. Todavia perguntavam se eu era a escritora, nunca diziam se eu era a mulher que escreve. Talvez seja por isso que eu não tenha respondido aquelas suas perguntas de personalidade. Talvez seja por isso que nunca escrevi nada sobre mim para você. Eu invento verdades.

Lembrar pra te esquecer

Foto via: Flickr

Levantei rapidamente agoniada no meio aquelas folhas amassadas e cheias de rabiscos. Lá estava eu, com palavras quase apagadas, tomando meu 3ª copo de café, pensando no que escreveria naquela noite semi estrelada. Leminski passou pela minha cabeça, Anitta se quebrou ao meio, Jason perturbou Freddy, Fernanda e sabe lá mais quem estava no meio desse trama, mas é como dizem, na dúvida, vire drama. Então, como a dramática que sou, pensei em escrever sobre algum texto que li por ai. Porém, me perdi em tantos A’s e esqueci do começo. Talvez seja essa a razão de ter me perdido, interpretar textos que não são meus, escrever o que não sou eu, sentir o que não vivi. Minto!
A maior razão foi o teclado maldito. Vive atrapalhando meus versos e pontos, quando pontuo ele abre um parágrafo, quando escrevo uma letra ele dá um espaço, como poderia me concentrar assim? Queria meu velho computador de volta!
Onde eu estava? Ah sim…
A razão de não escrever é não ser meu o sentido, não ter o devido sentido. Eu não senti nada o mês inteiro, nem o vento que habitava lá fora, nem sequer ouvi o canto dos pássaros que pairavam em minha janela. Eu me tranquei aqui, pra dentro do meu quarto e fora do meu coração. Não sei bem por que fiz essa ousadia estúpida, acho que queria ter mais ideias e mais profundidade, queria ler mais, entender mais, conhecer mais… só que ao invés disso, fiz tudo ficar mais confuso.
Eu só enxergava o formato das sombras, não as pessoas que habitavam nelas. Entender não é viver garota, entender é uma hipótese, é um achado perdido, uma quase certeza. Entender não é saber, entender é só a primeira parte do saber.
Você não sabe, mas toda essa confusão é pra você, o começo desse texto. O café. A ideia. Essas linhas que agora desenham meu coração, é por sua causa. Eu sei que você foi aparecer só no final desse texto e provavelmente deve estar intrigado comigo, talvez até irritado, mas eu não tenho culpa. O culpado disso é você. Só depois de tomar vários goles dessa água preta que fui entender, eu só consigo escrever o que eu sei e só consigo sentir o que não sei. O fato de eu não conseguir escrever, é ter perdido meu interesse por você. Então, o motivo desse texto ter começado é eu ter me lembrado.
E pra eu conseguir terminá-lo, terei que me esquecer do que foi lembrado ou seja, você.


Você me tirou todas as páginas


Bateu uma vontade enorme de escrever sobre você. Mas escrever, oras, isso não é uma coisa tão fácil de se fazer, como amar você. Amar você é um completo desperdício. Você me tira tudo, tira todo o amor que me resta e despeja em você. Sua falta de educação é tremenda, o que custava avisar? O que custava bater? “Olá, eu cheguei para extravasar!” De certo, arrasar meu coração. Cade a permissão? Ter você é como ter aqueles momentos que queremos escrever e passamos metade do tempo rodando a Timeline do Facebook procurando sobre o que falar, no final, sempre acabando com um clichê. Você sabe que o clichê é a denominação de razão e emoção.
Ele sempre acerta.
Eu odeio você, odeio por ter se transformado no meu clichê. E como todo clichê acabou acertando, me acertando.
Você é tão obvio quanto minhas palavras, só você conseguiu enxergar linhas entre elas, geralmente são tão bagunçadas, pra que tanta proeza? Não que eu vá te odiar, mas te odeio. Desculpe se isso é infantil, se é covardia minha, se é frieza, eu não ligo. Eu só quero minha proteção. Minhas palavras já são uma completa bagunça, pra que querer bagunçar meu coração?
Eu me lembro que uma vez você me chamou de dicionário ambulante, disse que eu sempre estava procurando novas palavras, para novas frases, versos, trechos, parágrafos que - segundo você - se transformariam em paginas e que se eu persistisse, viraria um livro lindo. Não sei por que, mas fiquei vermelha, pois você estava falando sobre mim e ninguém, ninguém nunca me denominou de uma forma tão textual.
Nunca fui de me apaixonar por frases, com rimas e conotações diferentes, mas você usou um dicionário inteiro para me ter. Você roubou minhas palavras e me deixou gaga repetindo as mesmas. Frases como eu te amo simbolicamente cafonas para corações desamparados, percorriam agora o desamparo do meu coração. Ele só gritava “Eu te amo! Eu te amo!” Eu, meu caro, “Eu” foi a palavra chave para a declaração. “Eu” já não era mais sua, Eu era só um amor perdido no “Te”. Você já estava longe, contente por ouvir isso e saber que palavras podem sim construir e destruir um coração.
Foi horrível sentir você arrancando minhas páginas, deixando apenas meias palavras em frases típicas de recados para orkut. Curtas e bobas. Eu me tornei um dicionário nada claro. E você, Um gordo livro cheio de conhecimento. Que inveja!



Meu coração possui cinco pétalas.

Foto via: Flickr

É estranho como definimos nossas formas de amor… 

Meu pai, quando foi pedir minha mãe em casamento, ao invés de lhe dar uma aliança, deu-lhe uma flor. Uma rosa. Vermelha, linda, mas com muitos espinhos. No começo eu não notei, achei perfeito quando ela estava contando toda animada o começo do meu nascimento. Pensei que aquela rosa seria o simbolo do amor dos dois, e como um simbolo, nunca morreria. Mas esqueci que rosas estão aptas a murcharem. 

Vi minha mãe carregando rosas pra todo lado, não por ela ser florista, foi mais pelo apego que ela teve aquela declaração. Um dia, ela sozinha plantando nosso primeiro rosário. Perguntei por que tinha feito tudo aquilo. Ela me olhou com olhar angelical e respondeu que precisava cuidar do seu amor, que aquele simbolo era um presente de um começo. 

Certo dia, meu pai chegou bêbado em casa e arrancou todas as rosas do canteiro. Cambaleando pelos lados, arrumou suas malas às pressas e partiu, sem mais, nem menos. Minha mãe chorou por um mês e por um mês tentava plantar o que meu pai havia destruído. Ela cuidava mais das rosas do que do papai, pois achava que aquilo era o simbolo do seu amor. Estava cegamente, sendo guiada a metáforas, um amor simbólico, oras, quem colocaria sua atenção em uma planta? Seria trágico, se não fosse engraçado. 

Mamãe colocava sua atenção em uma rosa, porque o amor do papai estava na rosa. Eu nunca entendi o por que dele ter destruído todo o canteiro, mas agora eu sei. Ele precisava se desapegar, tirar as raízes do seu começo, da sua rosa. 

Eu nunca fui de chorar, quando meus pais se separam aguentei minha mãe e seus xingamentos de quase morte em meu quarto. Certo dia estava na escola e quando dei por mim, meus olhos estavam esvaziando a angustia que já enchia. Chorei. O que uma flor é capas de fazer conosco? 

Estava a caminho da psicologa quando avistei uma amiga aos prantos, tentando espantar seu choro, disse que estava apaixonada e já não aguentava mais mentiras. Ela segurou minha mão e pediu ajuda com seu olhar cristalino. Apertei e expliquei a unica coisa que tinha entendido naquela semana. 

"O amor é como uma rosa, linda, bela, chamativa, misteriosa, todos a querem, mas enxergam sua beleza sem se atendar em seus espinhos. Ao pegá-la, acabam sempre se machucando com a força e a necessidade de tirá-la. Não desviam e não possuem a calma para desviar. Acabando sempre sangrando." 

Uns definam o amor como um coração, outros, como um aglomerado de nervos ligados ao peito, já eu, sempre vou defini-lo como uma rosa.


Mais um texto de amor.


Ouvi dizer que alguns poetas de nossa geração, músicos, pensadores, escritores, leitores, eles, não diferenciam seus títulos de amor, não postam sobre a morte, a distancia, a perda, e a tal “platonice”. Ouvi dizer que esses poetas não sabem inovar, que eles não sabem diferenciar, só sabem falar de amor, não falam sobre o mundo, sobre a solidão, sobre a tristeza. Ouvi dizer que eles não sabem de nada…
Mas me diz, isso tudo também não gira em torno do amor?
Acho que o meu tipo de amor ainda será daqueles que gera esperança, que causa frio, calafrios, desejo, romance e um beijo sincero. Daqueles que vemos em filmes e que toda garota por si denominadamente boba, se derrete com o final.
Não que eu e você sejamos bobas, mas fomos induzidas pela mídia televisiva, e textos românticos de Shakespeare que o amor é aquele que traz uma perda, uma corrida, uma tristeza, que no fim gera um principio de começo. Só que esse, feliz. Não me entendam mal, é claro que já não penso assim. Estou longe de acreditar em um cara perfeito, ou até mesmo a existência de um cara perfeito pra mim. Quando eu era criança me induzia ao próprio futuro em que mesmo eu estando fisicamente mal ou sentimentalmente desesperançosa, o meu cara perfeito iria chegar e me pedir em casamento. Confesso, isso tudo é culpa dos contos que eu lia em vários cantos.
Não foi preciso muitas perdas e cortes no coração para ficar com um pé atrás no amor. Hoje depois de míseros 4 romances e vários livros modernos ao mesmo, penso que, o cara certo, ou o cara errado que nos faz ser certa, existe. Mas isso só será verdade depois que sua cabeça mudar e seus pensamentos se manterem flexíveis as suas ideias. O amor, meus caros, é um texto infinito de descobertas. Mas as pessoas estão tão cansadas de ler, que se perdem nos parágrafos. A perda, a distancia, ou a morte predominada não descoberta gira em torno dessa unica palavra que foi imposta no inicio do texto.
E eu, como mal me entendo não sei se é certo não falar.
No próximo texto posso estar falando do cachorro que acabara de morrer, do ídolo que mal me conhece ou da minha mãe que está em viajem. Mas isso ainda será amor, falar de uma coisa só não me cai bem e dizer que tentarei me diferenciar na escrita seria uma caída intensa demais. Meu objetivo ainda é (e sempre será) deixar vocês com sorrisos bobos e pensamentos inquietantes a cada termino de um texto.
Assim como este. 

Namore uma garota que escreve

foto via: @
Namore aquela típica garota que transborda pelas mãos sentimentos sem razão, que pensa com o coração e se arrepende, fugindo sem direção. Namore uma garota que saiba a diferença entre “Mais e Mas”, “Por que e Porque”, conotação, acentuação, vírgulas e parágrafos quase inexistentes. Namore a garota que vez ou outra faz poesia sem entender, que vê linhas sem ter e conquista sem perceber. Poeta nata e sonhadora sensata (não?), louca demais para um dia pensar que seu coração se encontraria em outros, em meio a rabiscos entrelinhas e palavras que seriam laços eternos de diversas aflições. 

Se ela escreve ela brinca, com você, com os sentimentos, com as palavras, ela brinca com seu sorriso e com sua razão, fazendo rimas sem noção e botando novamente um sorriso por pura emoção. Eita garota! Esse tipo de garota sabe dar vida longa a um rei, rei do sentimento, “Vida longa ao sentimento!” 

Uma garota que escreve jamais copiará frases famosas de autores inevitáveis, você ganhará frases próprias feitas dentro de um pequeno coração. Mas afirmo com a certeza que terá que prestar atenção em seu olhar, pois ela vive a observar para escrever. Ela vai observar seu sorriso ao se acanhar, seu cabelo ao acordar e suas mãos tremulas ao encontrar. Ela vai te observar meu caro, mas só fará isso por te querer em um texto cheio de linhas tortas que tentará compreender. Mas quando ela (te) escrever tenha certeza que estará guardando você, pois quando ela escreve, é pra não esquecer. 

Namore uma garota cheia de historias e belas palavras, que está doida para lhe ensinar o belo e o simples da vida. Namorar essa garota é namorar uma escritora que leu em algum livro e gostou, imaginando a sua frente. Esse tipo de garota vai te impressionar, pois ela tenta se atentando ao que você tem a mostrar. Namore uma garota que vai recriar seu olhar e escrever o que você proporcionou ao lhe tocar. 

Não se preocupe com as varias folhas amassadas que encontrará em seu quarto, no meio daquela bagunça, também se encontra a bagunça do seu coração. Uma garota que escreve não é nenhuma psicóloga, escritora famosa, cheia de “mimimimi”, muito menos intensa demais - Ok, talvez seja -, mas é uma intensidade boa. Afinal, tudo raso demais é doloroso demais quando você tem vontade de pular. Por isso são tão fundas, elas não querem seu medo no pulo. 

Desde criança nunca se importou com linhas, mas sim com o conteúdo que se encontra dentro delas. Se a historia for boa, para ela nunca terá fim. 

Namorar uma garota que escreve não é só namorar uma garota que sabe conjugar alguns verbos, ela sabe o que é regular e irregular… Ela só não sabe o porquê de tanta irregularidade. Namorar uma garota que escreve é aguentar ela falando que todo o texto que faz é ruim e desproporcional a suas expectativas, mas ela acaba aceitando por ter ficado bonitinho e cheio de rimas. 

Se tem coesão e coerência, isso terá que descobrir sozinho.






Escritores são eternos piratas


Vira e mexe vivo anotando palavras chaves que podem ser supostos títulos, para meus futuros textos. E sempre, repito, sempre me pego olhando essas palavras, tentando frustradamente, arrancar um sentimento que já não existe. O que era pra ser dito, era pra ser dito naquela hora. Não ontem, não hoje, não amanhã. Agora. É difícil acreditar que temos o nosso futuro, definitivamente, nas nossas mãos. Imaginou o medo? Deixar escapar por um dia, por um momento, o que poderia ter sido um nascimento. Talvez seja esse o maior temor dos escritores, deixar escapar sua palavra. Vivemos eternas lutas tentando escrever onde não se deve, tentando decifrar o que não se pode, tentando obter o sentir do amado e, quem sabe, tentando curar a dor de um amor amargo.

Saber que todos os dias, assim que acordar, irá olhar no espelho e se perguntar o que realmente quer da vida, “Quer mesmo continuar com essa luta, garota? Desista”, e nós loucos, persistíamos. Persisto. Persistirei.

Escrever é uma verdadeira luta, temos que nos revestir de empolgação e gerar, todos os dias, frutos emocionais em guerras por aventuras. Temos que galopar na nossa imaginação e sair a procura de historias que ficaram passadas, relíquias informacionais. Um pirata descobre seu ouro em um bau enterrado a milhas de distancias, um escritor descobre seu tesouro com uma mera informação de uma criança. Desse jeito, com o simples ato da vida, que se da vida. Um escritor descobre seu tesouro todos os dias, só que é mais difícil do que simplesmente navegar e cavar, nós, temos que nos atentar. Uma relíquia pode estar no cair de uma folha ou no suspiro de um bebe. Uma relíquia, ou um best-seller por assim dizer, pode inusitadamente, se habitar em seu próprio sorriso ao entardecer.

Desculpe se algum dia roubamos sua ideia, uma frase engasgada que uma vez por você foi anulada. Mas somos roubadores mesmo, roubamos a poesia do dia a dia, roubamos a essência de um olhar para poder notar cada experiencia, experimento da vida. Roubamos, mas devolvemos, porque não somos ladrões de almas, só somos ladrões de corações. Tudo bem, o só não lhe convêm, foi só pra te curar, roubamos para ajudar. Roubamos para, quem sabe, conseguir fazer “te amar”.

O nosso mapa do tesouro são as historinhas de dormir e a famosa espada, nosso eterno lápis. E o navio? O navio é nosso papel, ou para os mais modernos como eu, uma tela de um computador. Não se preocupe, eu não vou fazer você pular na prancha, apenas tirar seu tapa olho.

Quem sabe assim consiga fazer você enxergar outras vidas.





Falando de ... Amizade

Bons Amigos 


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
- Machado de Assis -

Hoje dia 20 de julho, nós do Brasil, Uruguai e Argentina comemoramos essa data tão especial que é o dia do amigo, escolhi esse poema de Machado de Assis, acho ele muito bonito :)
E você, já abraçou seu melhor amigo hoje?

Feliz dia do Amigo pessoal :)

xoxo


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